Filosofia da Ciência
Filosofia não é uma tarefa fácil, Pitágoras cunhou o termo no século VI a.C.
É formada por duas palavras gregas: Filo = amor, amizade; sofia = conhecimento e sabedoria
Portando o que vem a ser filosofia? Amor pelo conhecimento.
Vamos mais longe, filosofia é ser um amante do conhecimento.
Ser filosofo não e ser guru ou sábio mais sim um amante da filosofia.
Naquela época existia uma classe de sofista que eram célebres pensadores que discutiam seu conhecimento para o público. Agindo como donos do saber.
Platão os descrevia como aproveitadores mestres da didática que se preocupavam com o ganho. Eram puros comerciantes do conhecimento.
Naquela época se cobrava por um conselho. Os sofistas não se preocupavam com a verdade.
Já nós, como amantes da filosofia, amamos juntos o busca pelo conhecimento.
Platão como aluno de Sócrates acrescenta que filosofar é admirar diante da realidade essa admiração tem que ser a mesma de quando éramos crianças.
Trataremos de ciência e filosofia.
O que se trata a filosofia?
1º Beleza, justiça e verdade.
2º No período romano a filosofia incorporava tudo.
3º Já a partir do século XIX começou uma separação.
Ciência é uma coisa e filosofia e outra.
4º O que vem a ser a ciência? Vem do latim scientia significa sabedoria e conhecimento.
Também a ciência vem para tornar tudo mais compreensivo que proporciona exercer o controle sobre a natureza.
A filosofia teve o seu surgimento na Grécia por volta do século VI A.c
Historicamente chamamos de período pré socrático, ou seja, que antecede Sócrates
Os que vieram depois a aperfeiçoaram à arte de filosofar
Esse período é marcado como NATURALISTA é um período que antecede Sócrates e os sofista, durou apenas 2 séculos. Por volta do século V os filósofos se preocupavam com os problemas cosmológicos e estudam o mundo exterior.
Conheçamos um pouco da mitologia Grega
Filho de Laio e de Jocasta, herdeiro da maldição que assolava os Labdácias, foi abandonado ao nascer no Monte Citerão, já que Apolo havia predito a seu pai que se ele gerasse um filho, este o mataria. O criado, encarregado de executar essa missão perfurou-lhe os pés com um gancho de forma a poder suspender o menino numa árvore. Isso explica o fato pelo qual, ao ser encontrado por alguns pastores, foi chamado Édipo, que em grego significa “pés inchados”. Foi levado ao rei de Corinto, Pólibo, que, por não ter filhos, embora fosse casado com a rainha Peribéia,o adotou. Em certa ocasião, o jovem participava de um banquete, quando um coríntio referiu-se indiscretamente ao jovem como filho postiço. Intrigado, Édipo resolveu consultar o oráculo de Delfos para saber sua real origem. Além de não obter uma resposta precisa, o jovem se defrontou com uma revelação aterrorizante.
Edipo e a Esfinge
A resposta que Édipo recebeu é que, não somente mataria seu pai, mas desposaria sua própria mãe, gerando uma raça maldita. No intuito de evitar uma tragédia, desesperado resolveu fugir de Corinto, deixando para trás Pólibo e Peribéia, quem de fato acreditava serem seus pais verdadeiros. À caminho da Fócida, onde os caminhos de Cáulis e Tebas se bifurcam, o pobre rapaz se deparou com Laio e sua escolta, composta por quatro pessoas além do rei: o arauto, um cocheiro e mais dois escravos. Este, cheio de impáfia, ordenou-lhe que dessa passagem ao rei de Tebas. Como Édipo se recusasse sequer a alterar o passo, teve um de seus cavalos executados pelo rei. Ignorando a verdadeira identidade do rei, Édipo com o auxílio de sua arma, a bengala que o amparava no caminhar, e com grande violência, matou a golpes Laio.
Chegando à Tebas, deparou com a Esfinge, monstro que vinha assolando a cidade há tempos. Descendente de uma família de monstros, sua mãe, Equidna, corpo de mulher e cauda de serpente que devorava todos os viajantes que dela se aproximassem. Ortro uniu-se a própria mãe, e dessa forma, tornou-se ao mesmo tempo pai e irmão da Esfinge. Esta havia sido enviada por Hera à cidade de Tebas para punir o rei Laio, responsável pelo suicídio de Crísipo, filho de Pélops. Misto de vários animais, a Esfinge tinha a cabeça e o busto de mulher, as patas de leão, o corpo de cão, cauda de dragão e asas como as das Hárpias.
Instalada à entrada da cidade, mais precisamente no Monte Ficeu, propunha aos forasteiros que ali chegavam um enigma de grande complexidade e de difícil resolução. Os que não fossem capazes de decifrá-lo eram sumariamente eliminados, pois a criatura além de matar, devorava sua vítima. O monstro já havia feito muitas vítimas e os habitantes estavam alarmados quando Édipo, buscando exílio, chegou à Tebas. Ao enfrentá-la, foi recebido com a seguinte pergunta: “Qual é o animal que pela manhã tem quatro pés, ao meio dia dois e à tarde três?” Édipo sem dificuldade respondeu que este animal era o homem, que na infância engatinha, depois passa a caminhar com os dois pés e na velhice, com o peso dos anos, necessita de uma bengala, ou seja, de uma terceira perna para se sustentar. Como já estava previsto pelo destino que no dia que alguém lograsse decifrar seu enigma a Esfinge morreria esta, precipitou-se do alto de um precipício e morreu espatifada contra os rochedos.
Aclamado pela população agradecida, tornou-se rei, e, por conseguinte, recebeu também a mão da rainha Jocasta em casamento. Em outras palavras, Édipo cumpriu a segunda e última parte da profecia, pois ao casar-se com a rainha, desposava na verdade, sua própria mãe. Quatro filhos foram gerados desta união: Etéocles, Polinice, Antígona e Ismena. O rei de Tebas reinou durante anos tranqüilamente até o dia em que a população local começou a ser assolada por uma peste. O oráculo, novamente consultado, declarou que para cessar a epidemia, se fazia necessário encontrar o assassino de Laio e baní-lo definitivamente de Tebas. Tirésias, o grande vidente cego, trazido até a corte revelou a verdade sobre o crime e esclareceu a identidade e a história de Édipo. Jocasta, humilhada e sem poder suportar a vergonha, suicidou-se. Édipo, ao lado do corpo de sua mãe, vazou seus olhos. Expulso da cidade por Etéocles e Polinice, partiu para o exílio acompanhado por Antígona que o guiou até a Ática, onde foi acolhido por Teseu.
Tempos depois, seus filhos e Creonte, irmão de Jocasta, tentaram convencê-lo de regressar à Tebas, pois um oráculo havia predito que onde estivesse localizada sua tumba, os deuses dedicariam especial proteção. Inútil, porque Édipo, recusou-se terminantemente a realizar-lhes o desejo e viveu seus últimos dias em Colona, localidade situada próximo à Atenas. Foi por esse motivo que a cidade sempre logrou sair vitoriosa nas disputas contra Tebas.
Fonte: www.algosobre.com.br/mitologia/edipo.html
Fica de dever de casa os alunos pesquisarem o que é MITO e LOGOS?
domingo, 8 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
O que é Logo? O que é Mitologia?
Para poder responder a essas perguntas com precisão, devemos primeiramente abandonar o sentido que a palavra mito assumiu nos dias do hoje, como sendo uma história inventada, inverídica, uma mentira, para então podermos retomar o sentido original da palavra. Mito vem da palavra grega mithos (μῦθος) que pode ser traduzido como discurso ou narrativa. O mito é simplesmente então uma história narrada, indiferente do julgamento que façamos sobre ela de verdadeira ou falsa (ainda mais dado a relatividade do significado de verdade, principalmente quando falamos de grécia antiga).
Esse sentido original do mito está intimamente ligado a oralidade, vocalização, pois a grécia antiga do período homérico possuía uma cultura estritamente oral. Isso quer dizer que as histórias não eram escritas, mas eram passadas de geração a geração através do canto do aedo (ἀοιδός), que pode ser encarado como o bardo helênico. Aliás, aedo vem do verbo aidô (ᾄδω) que significa exatamente “cantar”. Homero, para algumas correntes históricas e literárias, seria um desses vários aedos que existiam no século IX a.C.. No entanto, há outras correntes que simplesmente descartam a existência de Homero, mas essa “questão homérica” ficará como assunto de um outro post.
Mitologia é formado pelas palavras mithos e logos (λόγος). É interessante notar que nas poesias homéricas as duas palavras são tratadas como sinônimos, mas conforme avançamos para o período da grécia clássica no século V a.C., essa sinonímia vai se perdendo, ao ponto das duas palavras passarem a adotar sentidos opostos. Enquanto mithos passou para o campo semântico do “crer”, logos passou para o campo do “saber” e da “razão”. Mitologia então nada mais é do que o logos aplicado sobre o mithos, ou seja, uma “racionalização” e “sistematização”" dos mitos. Então quando Hesíodo organizou em uma única obra, “Teogonia”, os diversos mitos gregos de origens diferentes e esparsas, dando assim uma unidade lógica a eles, estava exatamente criando uma mitologia grega.
Essa racionalização dos mitos gregos que começa com Hesíodo no século VIII a.C. irá prosseguir com outros poetas, filósofos e pensadores pelos séculos seguintes, sendo que alguns tentavam historicizar os mitos, e outros procuravam uma interpretação alegórica para eles. O primeiro intérprete alegórico dos mitos gregos foi possivelmente Teógenes, de Régia, no século VI a.C. Ele tentava buscar dois tipos de alegoria nos mitos: a alegoria física, que interpretava as divindades como elementos da natureza, e a alegoria moral, que enxergava as ações dessas divindades como disposições da alma. Outros dois grandes nomes da corrente alegórica foram Plutarco, com seu “Ensaio sobre a Vida e a Poesia de Homero” e Heráclito, com sua obra “Problemas Homéricos Relativos às Alegorias de Homero sobre os Deuses”, ambos do século I d.C.
Essa corrente de interpretação alegórica dos mitos irá perdurar por todos os estudiosos até o século XVIII, quando então o filósofo alemão Friedrich Schelling propõe em sua “Introdução a Filosofia da Mitologia” uma interpretação tautegórica dos mitos, e não mais alegórica. Isso quer dizer que os mitos deveriam ser analisados pelos seus significados próprios, internos, e não externos como fazem os alegóricos.
Essa obra de Schelling se tornou a base para o desenvolvimento de uma nova corrente de analise dos mitos, a chamada corrente simbolista, que tem como um de seus principais representantes o também filósofo alemão Ernst Cassirer. Segundo Cassier, em seu livro “Filosofia das Formas Simbólicas”, o mito é algo concreto, pois tem haver com conteúdos sensíveis através de imagens, existindo desta forma uma unidade entre o objeto e o conceito. A corrente simbólica se propõe então a descobrir a visão de mundo próprio do pensamento mítico, e por conseguinte do homem mítico, que possui categorias de pensamento próprias e diferentes do pensamento racional.
Uma outra corrente que surgiu em seqüência da simbolista foi a funcionalista, que diferente da corrente anterior, propunha uma análise do mito de forma mais prática e funcional, relacionando sempre o mito ao rito (ou vice-versa). Existem duas subdivisões nessa corrente, sendo que a primeira acredita que o rito é posterior ao mito, e portanto, um rito explicaria um mito. Já a segunda acredita que é o contrário, que o mito é que é posterior ao rito, e portanto, um mito serviria para organizar e explicar certa prática social que já acontecia. Alguns nomes da corrente funcionalista são Francis Cornford, James Frazer e Eric Havelock.
Por fim, a última corrente que surgiu foi a estruturalista, criada em meados do século XX pelo antropólogo Claude Lévi-Strauss. A corrente estruturalista buscava a convergência do pensamento mítico ao racional. A idéia era perceber a lógica interna do mito através da redução da narrativa mítica a pequenas estruturas. Apesar de Lévi-Strauss ser o nome mais famoso dessa corrente, quem na verdade mais se destacou na analise estrutural do mito, sobretudo o grego, foi historiador francês Jean-Pierre Vernant.
Cada uma dessas correntes procura analisar os mitos sobre enfoques diferentes, sendo que cada uma tem suas vantagens e desvantagens particulares. Mas uma falha que todas essas correntes apresentam é o de tentar generalizar as suas interpretações teóricas a todos os mitos de todos os povos e culturas. Ainda que diferentes mitos de diferentes povos possam ter estruturas idêntica, como bem percebeu mitólogos como Joseph Campbell, um método de análise que se aplica bem a mitologia grega não necessariamente servirá também para a mitologia nórdica ou brasileira. Isso acontece porque dentro de uma mesma mitologia não existe apenas um mito de um determinado personagem ou acontecimento, mais vários, e cada um variando em pequenos detalhes um do outro. E para uma boa análise do mito, esses detalhes não podem ser deixados de lado.
No que tange especificamente aos mitos gregos, tendemos a reconhecer como “o mito” aqueles que se tornaram cristalizados pelas obras literárias como a poesia épica ou a tragédia. Mas ainda que a tragédia “Édipo Tirano”, de Sófocles, seja uma excelente representação do mito de Édipo, ela é apenas mais uma dentre inúmeras versões desse mito, e que foram esquecidas ou se perderam na História.
E não pense que a criação de mitos é apenas algo dos povos antigos e deixou de ser feito nos dias de hoje. Como eu já disse nesse artigo sobre Heracles, um mito pode sobreviver além de seus povos de origem, e isso acontece justamente pela novas versões deles que vão surgindo, seja com a continuidade da narrativa oral que se transformam de geração para geração, seja com novas obras literárias que buscam um novo olhar sobre um certo mito ou até mesmo tentando recriá-lo completamente para adaptá-lo as novas gerações. Mesmos nas mídias artísticas mais modernas como o cinema, ou inclusive os videogames, essa criação de novos mitos continua a ser feita. E eu mesmo estou criando o meu próprio mito grego com Nova Hélade. =)
CIÊNCIA E FILOSOFIA RELAÇÃO E CONTRADIÇÕES
Qual a especialidade do saber científico???
Qual as condições desses conhecimentos??
Que beneficios trazem para a nossa realidade???
Sobre o ponto de vista de: Jacob Bronowski
A descoberta das coisas processa-se em três fases: na primeira existem apenas os dados separados dos sentidos. Vemos a cara e a coroa da moeda. Seria tolice usar palavras tão profundas como 'verdade' e 'falsidade' nesta simples fase. O que vemos é assim ou não é. Onde não é possível fazer qualquer outra apreciação, as palavras mais sutis estão deslocadas.Na segunda fase, colocamos a cara e a coroa juntas. Vemos que faz sentido tratá-las como uma coisa, que vem a ser a coerência das suas partes na nossa experiência.O espírito humano não se detém aqui. Um animal pode ir tão longe como isto: um chipanzé aprenderá a reconhecer uma xícara sempre e onde quer que a veja, e saberá o que fazer com ela. Mas tudo que aprendemos sobre os chipanzés nos diz que é difícil pensarem eles na xícara quando esta não está à vista e imaginarem então a sua utilização. O espírito humano tem uma forma de manter a xícara ou a moeda na sua mente.A seguir, a terceira fase: ter um símbolo ou um nome para a moeda no todo. Para nós, a coisa tem um nome, e num sentido é o nome: o símbolo ou o nome permanecem presentes e o espírito trabalha com ele quando a coisa está ausente. Em contra-partida, uma das dificuldades que os sherpas* se deparam ao verem o Everest é que a montanha tem nomes diferente em vales diferentes.As palavras verdadeiras e falsas têm o seu lugar nas últimas fases, quando se juntaram os dados fornecidos pelos sentidos para formar uma coisa que se mantém no espírito. Apenas então se reveste de significado inquirir se aquilo que pensamos acerca da coisa é verdadeiro, ou seja, se podemos agora deduzir como a coisa se deve comportar, e ver se assim é. Se isso é realmente uma montanha, dizemos, então a orientação desse marco deve ser em direção ao oriente, e nós observamo-lo. Se isso é uma moeda, deve ser então sensível ao tato.(...)O hábito da experiência e a correção do conceito pelas suas conseqüências na experiência têm, desde então, representado a mola real dentro do movimento de nossa civilização. Na ciência, nas artes e no auto-conhecimento exploramos e movimentamo-nos constantemente, voltando-nos para o mundo dos sentidos para perguntar: será isso assim?"
Sobre o ponto de vista de: Nietzsche
O sentido da vida consistia antes, precisamente, na relação com o transcendente sobrenatural, ou seja, com Deus. Nietzsche mantém, porém, que se já não podemos manter esta crença, nossa vontade cai primeiro num vazio, no nada. Ele ainda diz: “Antes de nada querer, a vontade quer o nada”. Isto é o que Nietzsche chama de “decadência” ou “niilismo”. Aqui o conceito do transcender humano, do ir além, adquire um sentido mais amplo. O conceito básico é agora o de estar dirigido a um sentido da vida e o fato de que este sentido consista em algo supra-sensível é só um conteúdo entre outros. Nietzsche estava convencido de que o homem necessita para viver de um sentido da vida e, por isso, viu a sua tarefa numa reavaliação dos valores, segundo a qual os homens deveriam ver o sentido da vida na própria vida. Ao invés de obedecer aos valores dados (valores supra-sensíveis), o homem criaria seus valores. Isso significa que a transcendência para o sentido da vida voltar-se-ia para o interior do próprio ser humano. Poder-se-ia, então, falar de uma transcendência imanente, quer dizer, de um ir além que precisamente não seria um ir a algo além do natural, mas um ir além do ser do homem.
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